Aos poucos vou percebendo que não preciso que ninguém diga ou faça alguma coisa para ser infeliz. Eu encarrego-me de acabar comigo própria sozinha. Inventamos histórias, defeitos, inconscientemente, e nem percebemos que somos nós mesmos quem cria maior parte dos monstrinhos que nos atormentam. Começo a entender que não é dos outros que tenho de ter medo, não é com os outros que tenho de ser prudente, é de mim, é de mim mesma que devo ter medo. É comigo mesma e com a minha cabeça que tenho de ter cuidado.
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