Story of my life, bah
domingo, 13 de abril de 2014
Viver e Existir
Mais um típico almoço de família. Mais uma vez que me senti sozinha no meio de um monte de gente. Simplesmente já não me sinto parte daquela família feliz a que costumava pertencer. Já não me sinto parte de nada. Não gosto destes almoços. Uns olham-me com pena, já outros olham para mim com desdém, como se tudo isto não passasse de uma birra de uma menina mimada. Pressionam-me a voltar a ser aquela velha Ariana, a que contava as melhores histórias, a dona do riso mais contagiante da família, a alma da festa. Sinto-me incapaz de voltar a ser assim, sinto que aos poucos, dia após dia, um pouco do velho eu morre, e tornasse em alguém que não vive, apenas existe.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
A Inimiga
Aos poucos vou percebendo que não preciso que ninguém diga ou faça alguma coisa para ser infeliz. Eu encarrego-me de acabar comigo própria sozinha. Inventamos histórias, defeitos, inconscientemente, e nem percebemos que somos nós mesmos quem cria maior parte dos monstrinhos que nos atormentam. Começo a entender que não é dos outros que tenho de ter medo, não é com os outros que tenho de ser prudente, é de mim, é de mim mesma que devo ter medo. É comigo mesma e com a minha cabeça que tenho de ter cuidado.
Tortura
Não sei quanto mais tempo consigo aguentar tudo isto. Sinto que aos poucos, tudo o que ainda me resta de bom desaparece. Já não encontro forças em lado nenhum. Custa tanto ter que acordar todos os dias e fingir que nada se passa. Queria tanto poder voltar atrás, voltar aos tempos em que era feliz como era, aos tempos em que não dava importância a coisas que agora dou. Sinto que já não resta nada bom em mim. Sinto-me perdida, assustada, e mesmo sabendo que tenho pessoas do meu lado, sinto-me mais sozinha que nunca. Já não sou quem era, mudei por completo. Milhões de coisas, de pensamentos permanecem na minha cabeça, atormentam-me. Não consigo encontrar esperança em lado nenhum, em ninguém, apetece-me desistir, acabar com isto de uma vez por todas. Fechar os olhos, e simplesmente, permanecer assim, em paz.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Tantas Vezes
Quantas vezes pensaste que desaparecer era o melhor? Quantas vezes acreditaste em tudo o que a tua cabeça te disse? Quantas vezes sentiste que não fazes falta, que se desaparecesses ninguém notaria? Quantas vezes sentiste que estavas sozinho, no meio da multidão? Quantas vezes quebraste uma promesa? Quantas vezes fingiste estar tudo bem, quando na realidade sentias o teu mundo a desabar? Quantas vezes pediste para ser outra pessoa? Quantas vezes sentiste que não valias absolutamente nada? Quantas noites imundaste a almofada com lágrimas? Quantas vezes sentiste que secretamente, toda a gente te odeia? Quantas vezes pediste para que tudo isto desaparecesse?
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Ponto de Rutura
Sou uma fraca. Sinto-me uma fraca. Nunca pensei bater tão fundo ao ponto de jã não conseguir regressar sozinha. Tenho medo, acho que nunca o senti tão forte como sinto agora. Até agora pensava que só acontecia aos outros, que nunca ia cair, nunca ia ser derrubada. Acho que no fundo todos pensamos ter uma força subrenatural que nos protege de determinadas coisas, mas não passamos de humanos. Todos somos humanos, todos temos fraquezas. Alguns apenas têm mais habilidade em esconder essas fraquezas, enquanto outros não. Esse foi o meu problema, pensar que nada me atingia, que era inquebravél. Não sou, nem perto disso. Sou frágil, e tenho a perfeita noção de que qualquer coisa me pode deitar abaixo. Acho que o meu papel, é tentar esconder isso de todos, tentar manter a postura de alguém bem com a vida, mesmo que seja completamente o contrário. Mas todos temos um ponto de rutura, mais tarde ou mais cedo. Eu cheguei a esse ponto de rutura. Cheguei à fase de já não me conseguir levantar todos os dias e pôr um sorriso falso, fingir que está tudo bem, porque não está, nada está bem. Milhões de perguntas sem resposta permanecem na minha cabeça, enlouquecem-me, apagam a pouca força que ainda me resta. Sinto que aos poucos, uma pequena parte de mim morre.
domingo, 6 de abril de 2014
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